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Dinâmica cerebral preditiva de resposta à Psilocibina na depressão resistente ao tratamento

PsilocibinaNeuroimagem

4 de julho de 2022, bioRxiv

Autores: Jakub Vohryzek, Joana Cabral, Louis-David Lord, Henrique M Fernandes, Leor Roseman, David J Nutt, Robin L Carhart-Harris, Gustavo Deco, Morten L Kringelbach

A terapia com psilocibina para depressão tem-se mostrado promissora, porém os mecanismos causais subjacentes não são totalmente conhecidos. Os autores exibem o resultado diferencial em respondedores e não respondedores à terapia com psilocibina (10mg e 25mg, 7 dias de intervalo) na depressão para obter novos insights sobre regiões e redes implicadas na restauração da dinâmica cerebral saudável. Usaram modelagem de cérebro inteiro para ajustar a dinâmica espaço-temporal do cérebro em repouso em respondedores e não respondedores antes do tratamento. A análise de sensibilidade dinâmica da perturbação sistemática desses modelos permitiu identificar regiões cerebrais específicas implicadas na transição de um estado cerebral depressivo para um estado saudável. A binarização da amostra em respondedores ao tratamento (>50% de redução nos sintomas depressivos) versus não respondedores permitiu identificar um subconjunto de regiões implicadas nessa mudança. Curiosamente, essas regiões correlacionam-se com mapas de densidade in vivo dos recetores de serotonina 5-HT2A e 5-HT1A, para os quais a psilocina, o metabólito ativo da psilocibina, tem uma afinidade apreciável e onde atua como um agonista total a parcial. A transmissão serotoninérgica tem sido associada à depressão e estas descobertas fornecem evidências mecanicistas causais para o papel das regiões do cérebro na recuperação da depressão via psilocibina.




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