Breaktrough Therapy para o tratamento da Perturbação de Stress Pós-Traumático: segurança e eficácia da Psicoterapia Assistida por MDMA em comparação com paroxetina e sertralina
12 de setembro de 2019, Frontiers (in Psychiatry)
Autores: Allison A. Feduccia, Lisa Jerome, Berra Yazar-Klosinski, Amy Emerson, Michael C. Mithoefer & Rick Doblin
A Perturbação de Stress Pós-Traumático (PSPT) tratado sem sucesso é uma perturbação grave e com risco de vida. Dois medicamentos, cloridrato de paroxetina e cloridrato de sertralina, são tratamentos aprovados para PSPT pela Food and Drug Administration (FDA). Análises da utilização destes fármacos para PSPT encontraram apenas efeitos pequenos a moderados quando comparados com placebo. A Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies (MAPS) obteve a designação de Breaktrough Therapy pela FDA para a psicoterapia assistida por 3,4-metilenodioximetanfetamina (MDMA) para tratamento da PSPT com base em análises que mostraram uma grande eficácia deste tratamento.
Neste tratamento, o MDMA é administrado com psicoterapia em até três sessões mensais de 8 horas. Os participantes são previamente preparados para essas sessões e processam o material resultante das sessões em sessões de psicoterapia integrativa de follow-up. Comparando os dados usados para a aprovação da paroxetina e da sertralina e dados de estudos de Fase 2, a MAPS demonstrou que a psicoterapia assistida por MDMA constitui uma melhoria substancial em relação às terapis farmacológicas disponíveis em termos de segurança e eficácia.
Estudos de psicoterapia assistida por MDMA tiveram menores taxas de abandono em comparação com os ensaios com sertralina e paroxetina. Como o MDMA é administrado apenas sob observação direta durante um número limitado de sessões, há pouca probabilidade de desvio, overdose acidental ou intencional ou sintomas de abstinência após a descontinuação.
Artigos relacionados
Psicoterapia assistida por MDMA para PSPT grave: um estudo de fase 3 randomizado, duplo-cego e controlado por placebo
10 de maio de 2021 • Nature Medicine • Jennifer M. Mitchell, Michael Bogenschutz, Alia Lilienstein, Charlotte Harrison, Sarah Kleiman, Kelly Parker-Guilbert, Marcela Ot’alora G., Wael Garas, Casey Paleos, Ingmar Gorman, Christopher Nicholas, Michael Mithoefer, Shannon Carlin, Bruce Poulter, Ann Mithoefer, Sylvestre Quevedo, Gregory Wells, Sukhpreet S. Klaire, Bessel van der Kolk, Keren Tzarfaty, Revital Amiaz, Ray Worthy, Scott Shannon, Joshua D. Woolley, Cole Marta, Yevgeniy Gelfand, Emma Hapke, Simon Amar, Yair Wallach, Randall Brown, Scott Hamilton, Julie B. Wang, Allison Coker, Rebecca Matthews, Alberdina de Boer, Berra Yazar-Klosinski, Amy Emerson & Rick DoblinAlterações nos biomarcadores inflamatórios estão relacionadas com efeitos antidepressivos da Ayahuasca
10 de julho de 2020 • Journal of Psychopharmacology • Nicole Leite Galvão-Coelho, Ana Cecília de Menezes Galvão, Raíssa Nóbrega de Almeida, Fernanda Palhano-Fontes, Isaac Campos Braga, Bruno Lobão Soares, João Paulo Maia-de-Oliveira, Daniel Perkins, Jerome Sarris, Draulio Barros de Araujo
