Investigação Clínica Moderna com LSD
27 de abril de 2017, Neuropsychopharmacology
Autores: Matthias E Liechti
Todos os estudos clínicos modernos utilizando a dietilamida do ácido lisérgico (LSD), um psicadélico clássico, em indivíduos saudáveis ou pacientes nos últimos 25 anos são revistos neste artigo. No total, foram incluídos cinco estudos recentes em participantes saudáveis e um em pessoas com doença psiquiátrica. Num ambiente controlado, o LSD induz humor positivo, sinestesia audiovisual, alterações da percepções, desrealização, despersonalização e experiências místicas. Estes efeitos subjetivos do LSD são sobretudo mediados pelo receptor 5-HT2A. O LSD aumenta os sentimentos de proximidade com os outros, abertura, confiança e sugestionabilidade. O LSD prejudica o reconhecimento de expressões faciais de tristeza e de medo, reduz a reatividade da amígdala esquerda na presença de expressões faciais de medo, aumenta a empatia emocional e aumenta a resposta emocional à música. O LSD apresenta efeitos estimulantes autonómicos reduzidos e níveis plasmáticos elevados de cortisol, prolactina e ocitocina. Estudos de ressonância magnética funcional mostraram que o LSD reduz agudamente a integridade de redes cerebrais funcionais e aumenta a conectividade entre redes que normalmente são mais dissociadas. O LSD aumenta a conectividade talamocortical funcional e a conectividade funcional do córtex visual primário com outras áreas do cérebro. O LSD induz agudamente aumentos globais na entropia cerebral que são associados a maior abertura até 14 dias após a administração. Em pacientes com ansiedade associada a doença com baixa sobrevida, a ansiedade foi reduzida por 2 meses após duas doses de LSD. Em ambientes clínicos, não foram observadas complicações da administração de LSD. Estes dados devem estimular futuras investigações visando o potencial terapêutico do LSD na Psiquiatria.
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