Psicoterapia Assistida por Psilocibina para dependência de álcool: um estudo de Prova de Conceito
13 de janeiro de 2015, Journal of Psychopharmacology
Autores: Michael P Bogenschutz, Alyssa A Forcehimes, Jessica A Pommy, Claire E Wilcox, PCR Barbosa, Rick J Strassman
Várias estudos sugerem que os psicadélicos clássicos (agonistas 5HT2A) têm efeitos clinicamente relevantes na dependência de álcool e de outras substâncias. Embora estudos recentes tenham investigado os efeitos da psilocibina em várias populações, não houve estudos sobre a eficácia da psilocibina na dependência do álcool.
Os autores realizaram um estudo de Prova de Conceito (PoC) para avaliar os efeitos agudos da psilocibina em participantes com dependência de álcool e fornecer resultados preliminares e dados de segurança.
Dez voluntários com dependência de álcool (critérios do DSM-IV) receberam psilocibina administrada oralmente em uma ou duas sessões supervisionadas, além de terapia motivacional e sessões de terapia dedicadas à preparação e esclarecimento das sessões de psilocibina.
As respostas dos participantes à psilocibina foram qualitativamente semelhantes às descritas noutras populações. A abstinência não aumentou significativamente nas primeiras 4 semanas de tratamento (quando os participantes ainda não haviam recebido psilocibina), mas aumentou significativamente após a administração de psilocibina (p <0,05). Os ganhos foram amplamente mantidos no follow-up a 36 semanas. A intensidade dos efeitos na primeira sessão de psilocibina (na semana 4) previu fortemente a mudança no consumo de álcool durante as semanas 5-8 (r = 0,76 a r = 0,89) e também previu diminuições no craving e aumento na autoeficácia de abstinência durante a semana 5. Não houve eventos adversos significativos relacionados com o tratamento.
Estes resultados preliminares justificam a necessidade da existência de novos ensaios controlados com amostras maiores para investigar a sua eficácia e os seus mecanismos.
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